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Desafio natural: Terceira e Quarta semanas – Reconstrução e Cronograma Intensivo

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Olá pessoas! Resolvi juntar as duas ultimas semanas do desafio por praticidade e pelos resultados dessas duas semanas. Em relação à alergia: NADA. N-A-D-A, absolutamente nenhum minimo sinal de irritação! Como os fios estavam saudáveis e a raiz enorme, resolvi aproveitar a desculpa da semana de reconstrução para retocar a coloração, usei a Majicontrast Rojo com ox 30 da Amend e banho de brilho com Candy Color Vampire Red para deixar mais rosado (ou menos laranja). E começa o drama: a ideia do desafio era usar basicamente ingredientes e caseiros porém, não dá. Impossível fazer uma reconstrução apenas e exclusivamente usando os bons e velhos ingredientes naturais e orgânicos das outras fases do cronograma. Como o principal componente usado nas máscaras e reconstrutores é a Queratina (um composto de aminoácidos) resolvi incluir apenas esse ingrediente, usei a queratina líquida da Skafe com geléia real (ou qualquer outra também livre de silicones e petrolatos) que, na verdade, era a que tinha em casa e aproveitei para desenterrar uma receitinha das antigas:

Reconstrução caseira

2 colheres de sopa de gelatina incolor já diluída
4 Colheres de sopa de queratina líquida (preferencialmente sem silicone/petrolato)
1 Colher de óleo de tutano

Aplique a mistura nos cabelos limpos e deixe agir entre 20 e 30 minutos, enxágue e condicione.
Resultados: Talvez pela queratina ser bem fraquinha, não notei grandes resultados, os fios ficaram macios e com brilho, mas levemente ressecados nas pontas devido à coloração.

Cronograma Intensivo

Para finalizar a ultima semana do Desafio e recuperar os fios após a coloração montei um esquema intensivo. Antes de apresentar as receitas utilizadas, quero falar dos resultados de forma geral, antes de iniciar esse desafio os fios estavam bem tratados, com minimo de quebra e com um pouco de queda, que aumentou por conta da irritação no couro cabeludo. HOJE a irritação está totalmente controlada, a queda é minima e mesmo após a coloração os fios estão saudáveis, deixando claro que meu entendimento de cabelo saudável é: fios com toque macio, brilho, sem sinais de elasticidade ou porosidade, com o minimo (ou nada) de quebra ou pontas partidas. Mas, vamos ao esquema do cronograma:

Cronograma Intensivo
Dia 1 -Hidratação: Overnight* com Gel de babosa natural.
Dia 2 – Nutrição: Humectação com mix de óleos (linhaça, semente de uva, oliva) e mel puro.
Dia 3 – Overnight com gel de babosa natural.
Dia 4 – Hidronutrição**: Gel de babosa com óleo de semente de uva
Dia 5 – Reconstrução profunda : Fiberceutic + ampola de Queratina Acquaflora***
Dia 6 – Hidronutrição com gel de babosa e óleo de linhaça.

* Overnight: é basicamente em aplicar o gel de babosa nos fios e couro cabeludo deixando repousar de um dia para outro, pode acrescentar óleos vegetais de acordo com a necessidade. Nessa técnica não é recomendada a aplicação de máscaras ou cremes industrializados de qualquer tipo, considerando o tempo de ação do produto e o risco de causar irritação na pele devido ao contato prolongado (oleosidade excessiva, caspa), o gel de babosa é naturalmente absorvido pela pele, quanto mais tempo ficar em contato com a pele, mais será absorvido.
** Hidronutrição: aplico o gel de babosa nos cabelos limpos, massageando muito bem, principalmente no couro cabeludo, faço uma pausa de 20 a 30 minutos e aplico o óleo vegetal nas pontas, aguardo mais 30 minutos e enxáguo com água fria.
*** Ambos produtos utilizados não são liberados (contém silicone ou petrolato) na minha rotina normal a unica fase em que uso algum tipo de produto com silicone é a Reconstrução, levando em conta que os silicones vão manter os aminoácidos repostos e todos os tratamentos anteriores “selados” na fibra, como o uso é esporádico não há tanto risco de acumulo de resíduo (se comparado ao uso diário).

Considerações finais: De maneira geral, o esquema deu certo, muito certo mesmo! Vou continuar com o uso do shampoo artesanal e as receitas orgânicas nas fases de Hidratação e Nutrição. Apesar dos ótimos resultados, o processo de “fabricação” de algumas receitas é um tanto trabalhoso, como extrair o gel da babosa, ou fazer quase que diariamente o gel de linhaça para usar como leave-in, sem contar toda a alquimia do processo de fabricação do shampoo caseiro, todos eles demandam um tempo que nem sempre temos, mas ainda é uma solução barata para os alérgicos, para quem quer montar um cronograma simples, usando quase que basicamente coisas que todo mundo tem na cozinha, ou na horta. E como ficou a peruca depois disso tudo?

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Tratamento Natural, Desafio – Segunda Semana : Nutrição

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Olá pessoas!
Levemente atrasado, mas vamos aos resultados!

Após uma semana “natureba” a irritação desapareceu quase totalmente, apenas um ponto ainda fica sensível e as vezes apresenta uma leve irritação, é apenas uma parte perto da têmpora do lado esquerdo  da  onde tenho uma cicatriz linda (só que não mesmo), a pele é mais fina, os cabelinhos em volta da cicatriz também são mais finos e despigmentados, sempre cuido com pomada e protetor solar, mas a pele é bem mais sensível. 
De forma geral, além da melhora natural da alergia, não senti falta alguma dos cremes e todo o resto, o resultado da semana de nutrição não poderia ter sido melhor!
O que eu usei:
Shampoo caseiro
Máscara nutritiva com Yamasterol
Umectação com mel
Gel de linhaça

    Máscara nutritiva com Yamasterol

2 colheres sobremesa de óleo vegetal de sua preferência (gosto de misturar, usei óleo de copaíba, azeite e óleo de linhaça)
3 colheres de sopa de Yamasterol
1 colher de sopa de leite ou iogurte

Aplique nos cabelos limpos e levemente úmidos e deixe agir por 30 minutos.

Resultado – Os cabelos ficaram muito macios, muito mesmo, sem frizz e com brilho.

    Umectação com Mel

1 colher de sopa de óleo vegetal (usei linhaça, semente de uva e azeite)
1 colher de mel puro natural (usei mel orgânico que a sogra trouxe de uma fazenda)

Aplique nos cabelos SUJOS, caprichando especialmente nas pontas, deixe quanto aguentar (deixei umas três horas) e lave como de costume.

Resultado – Após lavar senti o cabelo limpo e macio, mas depois de seco começou a parecer pesado, não precisei nem do gel de linhaça para ficar no lugar, no dia seguinte ficou um pouco mais oleoso que o de costume, acredito que o tratamento tenha sido bem mais do que o cabelo estava ‘pedindo’, mas nos dias seguintes tive a sensação de o cabelo estar mais encorpado, sem apresentar qualquer sinal da oleosidade excessiva.

*Dica: Pontas muito ressecadas? Se joga nessa umectação com mel! (Testei na minha cobaia mais linda e cacheada e o resultado foi excelente!)

  Gel de Linhaça

Aquela boa e velha receita que eu já postei: Linhaça+ água, ferve a linhaça, deixa esfriar e usa (ou deixa a linhaça de molho na água na geladeira de um dia para o outro).

Resultado – Tenho usado como leave in diariamente para modelar a rebeldia do meu cabelo curto-liso-fino que acorda espetado para todos os lados, além de ficar no lugar o dia tooooodinho, não fica aquela coisa dura-melequenta que os géis (plural mais feio) comuns costumam deixar, os fios ficam durinhos se passar demais mas com uma leve escovada ficam macios.

*Dica: pode acrescentar bepantol líquido para aumentar o efeito hidratante!

Próxima semana: Reconstrução!

Tratamento natural – Desafio: Primeira semana, Hidratação

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Olá pessoas!
Bem, estava eu tendo uma vida capilar feliz, mantendo minha alergia controlada, cabelo macio, hidratado, tudo lindo, maravilhoso, até que o senhor Murphy e sua lei catastrófica decidiram me atacar, e lá vamos nós de novo lidar com a alergia!

Só para lembrar, euzita, a Angell, tenho a (in)felicidade de ter uma hipersensibilidade à sulfato, ou o famoso Sodium Laureth Sulfate, que está ali no topo da listinha de componentes do seu shampoo. Vinha controlando a situação com o uso de shampoo sem sulfato (Eh! Orgânico) intercalado com um shampoo comum (Elixir – Acquaflora) e um método de limpeza alternativo (Banho de Gelo – Haskell), o shampoo sem sulfatos acabou,  e rodei a cidade toda, as cidades vizinhas e nada de encontrar o dito, ainda consegui controlar por um tempo apenas com o shampoo da Acquaflora e o Banho de Gelo, mas há duas semanas a coisa ficou feia novamente, o couro cabeludo começou a ficar com sinais de irritação e bolinhas, que evoluem para feridinhas e descamação. Sabe aquele ardor no couro cabeludo e aquela descamação chata de quando usa descolorante ou química muito forte na raiz? Fica igualzinho.
Como estava difícil achar um sulfate free que desse conta de limpar um cabelo oleoso, resolvi partir para a boa e velha receita de shampoo caseiro, catei minha parafernália, assaltei a dispensa, a horta e mãos à obra! Eu sou esse bicho nostálgico e sentimentalóide, fiquei lembrando da minha vó, fazendo uma receita muito parecida de shampoo caseiro, e me peguei pensando nessas tantas receitas caseiras, do tempo da vovó, que a gente ainda usa, o quanto delas realmente funciona? E a pergunta mais fundamental: é possível ter um tratamento capilar completo, ou até mesmo um cronograma,  com essas receitas e tratamentos totalmente naturais (ou usando o mínimo possível de produtos industrializados)?
Não custa tentar e, na verdade, não custou mesmo! Resolvi usar o tratamento da alergia como uma desculpa para adotar uma rotina capilar natural, com ingredientes disponíveis em casa e de fácil acesso. Que tal conferir o resultado da primeira semana natural?

Shampoo
Usei uma receita parecida com esta aqui, apenas com uma quantidade menor de óleos e manteigas, utilizando chá de alecrim e hortelã no lugar da água.
Impressões: O shampoo limpa bem, é suave e não desbotou o cabelo mais do que desbotaria normalmente lavando todos os dias, para quem está acostumado com shampoo industrializado, esse deixa o cabelo com um toque estranho, meio duro, grosso, sensação que desaparece totalmente com o condicionador.
Em relação à irritação do couro cabeludo, não houve piora, a descamação está diminuindo bastante, não apareceram novas bolinhas e as feridinhas estão quase todas cicatrizadas.

Condicionador/ Leave-in
Na falta de uma receita natural com ingredientes fáceis de encontrar e com boa durabilidade (a maioria deve ser utilizada logo após o preparo ou guardada por poucos dias na geladeira) mantive como condicionante o bom e velho Yamasterol, pela fórmula simples, com poucos ativos e nenhum petrolato, é quase que uma base universal para misturas caseiras.
Como condicionador adiciono algumas gotas de vinagre de maçã.
Como Leave-in adiciono algumas gotas de óleo de Linhaça.

Hidratação
É a primeira fase do cronograma e até agora minha favorita no cronograma natural.

Hidratação de Babosa (que provavelmente a bisavó da bisavó já usava)
Gel de 1 ou 2 folhas de babosa batido e coado
Só, mais nada.

Lavei os cabelos com o shampoo caseiro, retirei a umidade com uma toalha e apliquei o gel massageando o couro cabeludo e enluvando os fios. Deixei agir durante toda a tarde (umas 4 horas), enxaguei com água fria e condicionei com Yamasterol+ vinagre de maçã.
Resultado: cabelos macios, sem volume e com brilho, couro cabeludo hidratado e com redução na irritação e coceira devido ao alto poder de hidratação da babosa e suas propriedades cicatrizantes, além das vitaminas que promovem o fortalecimento capilar.

Em uma segunda aplicação da Hidratação de Babosa, acrescentei glicerina vegetal e óleo de linhaça, deixando a mistura por 30min nos cabelos, os resultados foram tão satisfatórios quanto os descritos acima.

Resultado da primeira semana: Redução na irritação do couro cabeludo, desbotamento mínimo da cor, cabelos com bom aspecto, macio ao toque e com brilho.

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Resenha – Pomada Avon Advance Techniques

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Olá pessoas, antes de começar a resenha propriamente dita, gostaria de pedir sua licença para um pequeno desabafo (e uma pequena historinha de como eu cheguei à pomada da Avon).
No final do ano passado estava eu procurando algum diacho pra dar um jeito na franja, que não ficasse ensebado e coisa e tal, um amigo me recomendou essa pomada da Avon, super baratinha, super legal… como eu gosto de pesquisar se o barato é bom mesmo antes de comprar, joguei a bem dita no tio Google pra caçar resenhas de pessoas com mais cabelo que o moço que recomendou. Eu fiquei desapontada com o resultado, a maioria dos blogs (não vou citar nome, endereço nem nada porque simplesmente nem lembro mais quais páginas passei na época) falavam da versão antiga da pomada: uma pomada com cheirinho bom, levemente azulada e com brilhinhos fofos que não aparecem no cabelo. Ponto final, mais nada, era isso a resenha do produto, no máximo uma foto mostrando os brilhos e só. Gente, desculpa, cada um faz seu blog da forma que bem entender, mas eu (EU, Angell) não tenho coragem de chamar issaê de resenha, é no máximo uma descrição do aspecto físico do produto, cadê o efeito? Cadê a durabilidade? Cadê a resenha? Eu jamais que compraria uma pomada só porque é azulada e tem brilho, me poupem!

(No final das contas, comprei só porque o amiguinho jurou que “a parada era firmeza” MESMO)

Mas vamos à resenha.
A fórmula mudou, agora é transparente, tem uma textura firme que lembra  cera e é fácil de espalhar nas mãos e nos cabelos. Como toda pomada/cera os fios ficam um pouco pesados mas ao contrário de outras pomadas que já usei, a da Avon é fácil de tirar e não deixa resíduos após uma lavagem com shampoo comum.
A duração é decente, bem como a fixação, é possível modelar e manter penteados simples durante o dia todo. Eu costumo usar para prender a franja, aplico uma pequena quantidade, penteio a franja pra cima e prendo para trás com grampos formando um “topete”, a pomada ajuda a segurar tudo no lugar sem ficar aqueles fiozinhos arrepiados pra cima, o penteado aguenta o dia todo, das 8 da manhã às 10 da noite, é do trabalho pro estágio e depois pra faculdade sem despentear.
Também ajuda a manter aquela trança bonita sem desmanchar e como o cabelo fica mais pesado (e inicialmente um tanto ‘grudento’) é mais fácil trançar ou modelar penteados mais complexos já que os fiapos não ficam escapando, mas no caso de penteados mais elaborados ainda é indispensável fazer o acabamento com um bom spray fixador.

A única coisa que não gostei é o cheiro, não é forte mas dá pra sentir o cheiro da pomada vindo dos cabelos ao longo do dia, também não é um cheiro ruim, eu que não gostei mesmo.

No mais, está APROVADÍSSIMA!

Preço: em média entre 12,00 e 10,00 no folhetinho da Avon que todo mundo tem uma tia que revende.

Escolhendo os Produtos – Organizando os Produtos

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Oláaaa pessoas!
Depois de um longo, angustiante, sofrido e corrido ultimo semestre na faculdade, eu pude finalmente respirar um pouco e aproveitar para organizar as coisas, quando chegou a vez do armarinho de cosméticos um belo susto, não havia notado o tanto de coisa que havia acumulado! Avaliei cada produto para decidir o que fazer, alguns estavam vencidos e foram para o lixo, outros foram doados para familiares, outros foram trocados por outras coisinhas.
A questão principal que eu quero abordar hoje é como escolher seus produtos e evitar o acumulo de tranqueiras.

1- Eu preciso disso?

Primeira pergunta a fazer a si mesmo antes de comprar qualquer coisa. Eu REALMENTE preciso de mais um shampoo/creme/finalizador? Se você já tem um produto do mesmo tipo em casa, que faz o efeito desejado e não está acabando, provavelmente não precisa de um novo, que pode acabar ficando encostado.

2- Este é um bom produto?

Se você acha que realmente precisa de um novo shampoo/mascara/finalizador ou qualquer coisa, esta é a segunda coisa a se pensar. A melhor forma de saber se o produto é bom é PESQUISANDO, procure resenhas em blogs, fóruns, grupos no facebook, veja o que outras pessoas acham desse produto, se ele cumpre o que promete, se o custo benefício compensa, não tenha preguiça de estudar e até mesmo conhecer um pouco sobre a formulação dos produtos. Ao comprar um produto conhecendo suas características você tem noção do resultado a ser obtido, uma compra por impulso ou ás cegas pode acabar gerando o acumulo de produtos cujo efeito não era assim tão bom quanto a moça da perfumaria falou, que não fazem efeito e você vai acabar tendo que comprar outro que faça.

Isso também vale na hora de organizar os produtos já acumulados, analisar o que faz ou não efeito, se compensa manter estocado aquele produto que não era tão legal assim e avaliar o quanto você usa desse produto, se usa muito pouco (ou quase nunca), geralmente é porque não precisa ou não faz efeito, desencana, passa pra frente, joga na caixinha de doações.

E ao final da minha limpeza, os critérios que usei para decidir o que manter no armarinho e o que desapegar foram:

1- eu uso isso?
Não uso- tchau.
Se uso, vamos para a segunda pergunta:

2- Quanto eu uso isso?
Se uso quase nunca, tchau, beijos.
Se uso com uma frequência de no minimo uma vez ao mês, fica. (Exceto progressivas e afins, que geralmente uso a cada 6 meses – e nesse caso achei mais vantajoso comprar apenas fracionado, pra não ficar com um tubo imenso que vai vencer antes de chegar ao final)

Meu armário ficou com o básico do cronograma capilar: um bom reconstrutor (Fiberceutic), uma máscara hidratante (Pantenol da Haskel) que é boazinha, mas vou acabar com ela antes de comprar uma realmente boa, 2 vidros de óleo vegetal puro para nutrição (Linhaça e Copaíba), um antirresíduos sem sulfato (Banho de Gelo da Haskel), 3 óleos finalizadores em miniatura (Argan, Gengibre e Capim Santo da Inoar) que eu uso sempre que preciso usar secador, em média uma vez na semana, Glicerina pura e algumas ampolas que revezo nas hidratações. A única coisa que ainda tenho ‘demais’ são cremes de pentear, mantive 3, dois bem leves para revezar no dia a dia e um mais porreta pros bad hair day.

E vocês, também acumulam tranqueirinhas ou só tem o estritamente necessário?

Hairmodifications da Angell

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Já faz um tempo desde a ultima vez em que dei minhas caras por aqui, devo confessar que fiquei com saudades. A faculdade tem me enlouquecido ultimamente e também acabei passando por uma fase capilar boring, explico:

Até mais ou menos Abril/ Maio (sou péssima com datas) meu cabelo estava ruivo, vinha mantendo retoques e tratamentos regulares para manter os cabelos saudáveis e, apesar dos retoques mensais, os fios de fato estavam saudáveis, sem sinais de ressecamento, porosidade e todo o resto.

Aí bateu a vontade de pintar de preto. E eu fui lá e pintei de preto azulado, como sempre…

Adoro um cabelo preto bem azuladão, acho lindo, sempre que canso de uma cor fico um tempinho no preto azulado. Como não tenho coragem de usar tintura preta permanente, primeiramente aproveitei uma Ebony da Directions que a Rakis me mandou de brinde junto com o Fiberceutic, como toda boa tinta vegetal (e como toda boa Directions) é fácil de tirar, ficou super preto e super azulado, mas desbotou bem rápido (2 semanas) e começou a ficar com um brilho esverdeado leeeeeeeeeendo, só que não.
Mantive a cor e o reflexo azulado intercalando o tonalizante da Beauty Color+ Mix azul e banhos de brilho com a boa e velha natucor.
Quando cansei do reflexo azulado, mantive apenas com a Natucor preto natural (Chá preto) e deixei que o mix desbotasse sozinho. Nesse meio tempo segui apenas com cuidados básicos, hidratação semanal, umectação quinzenal e reconstrução mensal, sem necessidade de cuidados mais intensivos.

Decidi então clarear os fios, deixei que a tintura desbotasse ao máximo e retoquei a Progressiva (LissIntense – Amend) para assentar as pontas que teimam em ficar espetadas, resultando num tom de castanho médio dourado. Dei uma pausa de aproximadamente 3 semanas e fiz um soap cap seguido de uma descoloração usando o pó descolorante da Yellow com ox Amend  20 vol. para o soap cap e 30 vol. para a descoloração. O resultado foi um louro -gema  escuro meio alaranjado, um pouco mais claro na raiz. Usei o Louro Mate Médio (koleston) para uniformizar a cor, resultando num louro médio nas partes mais claras e louro escuro nas mais escuras (óbvio).

Não gostei. A cor ficou decente, mas não adianta, não combina comigo, cores claras ressaltam minha falta de pigmentação cutânea de uma forma negativa, ou como diz meu amado e digníssimo marido: ” Cê tá com cara de doente, mas a cor é bonita”.
E para manter o ciclo vicioso, voltei-me para a cor de minha paixão, meu bom e velho ruivinho.

E os estragos?
Algumas pontas elásticas, algumas pontas porosas e um leve ressecamento.
As partes elásticas sumiram com uma aplicação da Fiberceutic, a porosidade nas pontas melhorou 70% depois de um esquema de umectação a cada 3 dias e hidratação rápida (no banho mesmo) diariamente. As pontas irrecuperáveis tiveram uma boa dose de vitamina T e quase um mês após todas as estripulias capilares, eis o resultado:

foto ANTES de cortar as pontas (um beijo pro meu guardachuvinha discreto).

Do preto azulado pro ruivo-cobre sem ficar careca.

Consertando o tom da tintura…

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ou
… de uma imensa cagada capilar.

Meu cabelo estava com a raiz desbotada, assim:

Mas com a cor ainda um tanto digna no comprimento.

(foto levemente mais escura do que deveria mas, enfim) Corretor cobre (Feline) + vermelho super intenso (Koleston) e banho de brilho com Vampire Red ( Candy Color).
Como havia gostado bastante do corretor da Feline, decidi mudar um pouco e comprei o corretor vermelho, mas após aplicar a mistura (que inicialmente sempre fica com uma cor estranha) percebi que em vez de ficar avermelhada, estava ficando violeta!
A embalagem e o tubo estavam com o adesivo indicando a cor vermelha porém o conteúdo real do tubo era o corretor violeta! Como resultado, o pigmento violeta neutralizou a base alaranjada do cabelo, que ficou vermelho-marrom-acajú e escurece bastante o tom.

(foto um pouco escura, mas a única que mostrava a cor real,  só depois que arrumei toda essa caca que fui ver que nas outras fotos a cor saiu estourada por causa do balanço de saturação desconfigurado da câmera)

Entrei em contato com o SAC e foi um caos: A primeira pessoa que me atendeu me deixou na espera por quase 20 minutos, a segunda pessoa falou que a Feline não trabalha com corretores de cor e a terceira me passou um telefone para falar com a técnica responsável, que não atende…

Como eu sou uma moça prevenida, havia feito uma super reconstrução antes dessa coloração e fora a cor, não houveram danos aos fios. Eu sempre recomendo uma pausa para recuperar os fios antes de uma nova coloração, especialmente porque a maioria das pessoas não faz nenhum tipo de pré-tratamento (e um grande número também não cuida depois), mas após avaliar a a condição dos fios, decidi arriscar.
Como o corretor escureceu bastante e todo mundo sabe (todo mundo sabe né?) que tinta não clareia tinta, primeiro fiz uma decapagem leve, só pra tirar um pouco do pigmento e parti pra coloração usando ox. 20 para não ter o risco de manchar e para não agredir ainda mais os fios.
Usei a tintura permanente C.Kamura na cor 77.64.

Mais escuro, mas VERMELHO!
A cor ficou bem viva, com um ótimo brilho e ressecou muito pouco mesmo!

Celso Kamura, te amo! Feline nem se me pagarem!